terça-feira, 13 de Outubro de 2009

Celebrar 50 anos de sacerdócio

No próximo domingo, dia 18, S. Paio de Oleiros vai prestar uma homenagem ao padre José Maria Couto Pereira. O pároco natural da freguesia e que, neste momento, vive na Casa da Congregação do Espírito Santo, em Madrid (Espanha), completa 50 anos de sacerdócio. A Igreja de S. Paio de Oleiros não quer deixar passar a data em branco e, no mesmo local onde o padre foi ordenado há meio século atrás, vai homenageá-lo, assim como todos os oleirenses que se associem à iniciativa.
A festa começa nos dias anteriores, sexta-feira e sábado, com a realização de palestras. Aproveitando o facto deste ser o ano das vocações missionárias, as palestras serão da responsabilidade de alguns missionário do Espírito Santo, ou seja, da mesma congregação a que pertence o pároco oleirense. Já no domingo, dia 18, vai ser realizada uma missa solene às 11h00 e que terá a particularidade de ser concelebrada por vários padres. A organização da cerimónia está a cargo dos grupos paroquiais da vila. Seguir-se-á um almoço convívio com a participação de todos os interessados.

Formação em primeiros socorros

Começa na quinta-feira a primeira actividade organizada pela Associação de Desenvolvimento de S. Paio de Oleiros: uma acção de formação sobre primeiros socorros.

Depois da sua fundação há algum tempo atrás, a Associação de Desenvolvimento de S. Paio de Oleiros começa agora a dar os primeiros passos. Recentemente oficializada num acto notarial e depois da primeira reunião de trabalho, ficou decidido que a instituição iria iniciar as actividades. A primeira iniciativa será uma acção de formação sobre primeiros socorros e a primeira sessão está marcada para a próxima quinta-feira, dia 15.
Ao longo de cinco sessões semanais, os oleirenses interessados, que residam na vila e que se inscrevam na formação, vão poder adquirir noções básicas sobre a abordagem correcta a ter em casos de feridas, traumatismos e queimaduras. Pegando num tema bastante actual, os responsáveis vão ainda “ensinar” como as pessoas podem prevenir a gripe.
Segundo o que contou ao jornal Feira Norte (FN) Eduardo Rocha, autarca da Junta de Freguesia de S. Paio de Oleiros e presidente da Comissão Dinamizadora da Associação de Desenvolvimento, a acção de formação vai ser ministrada por enfermeiros e contará com a ajuda do professor António Rui Leal, da Fundação Sanitus. No fundo, a actividade vai transmitir aos participantes algumas informações úteis no dia-a-dia de cada um, como, por exemplo, realizar a manobra de Heimlich para evitar que alguém sufoque ou simular uma chamada de emergência para o INEM para, mais tarde, saber o que responder ao operador de forma a ser o mais completo possível.
Esta acção de formação vai decorrer às quintas-feiras, das 20h00 às 21h30, nas instalações da Fundação Sanitus (antigo hospital de S. Paio de Oleiros). Os interessados têm que efectuar a sua inscrição na sede da Junta de Freguesia da vila, durante o expediente. A actividade é gratuita. Segundo Eduardo Rocha, a iniciativa será uma forma de motivar os oleirenses a interessar-se pela Associação de Desenvolvimento local para que queiram tornar-se sócios.

É de Nogueira uma das melhores alunas


Catarina Comes, de 18 anos, acabou o ensino secundário com uma média de 19 valores. A jovem nogueirense foi a melhor aluna do Colégio Liceal de Santa Maria de Lamas e conseguiu uma das melhores médias do concelho.

Catarina Cosme tem apenas 18 anos mas já conhece o sabor do sucesso. Desde cedo que a jovem natural de Nogueira da Regedoura, nascida em Janeiro de 1991, se empenhou nos estudos e essa dedicação transpareceu no final do ano lectivo passado, precisamente na altura em que a nogueirense terminou o ensino secundário com uma média de 19 valores, o que fez dela a melhor aluna do Colégio de Santa Maria de Lamas. No passado dia 11 de Setembro, Catarina Cosme recebeu das mãos da directora do colégio, Joana Vieira, o seu prémio ao qual se “juntou” também a distinção de ter conseguido uma das melhores médias do concelho de Santa Maria da Feira.
Terminado o 12º ano, a nogueirense escolheu o curso de Física para continuar o seu percurso académico. Entrou na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto com uma média de 19,45, conseguida através da soma de 50 por cento da média final de secundário (19 valores) com outros 50 por cento da especifica, no caso a nota do exame de Matemática, no qual teve 19,9.

Melhor curso para uma mente curiosa
Questionada sobre o porquê de escolher Física, Catarina Cosme afirmou que é a disciplina que mais gosta, obriga as pessoas a raciocinar sobre o que as rodeia e tenta “fornecer a explicação para o funcionamento do nosso mundo”. E continuou: “para uma mente curiosa, não há melhor curso!”. A jovem estudante pensa já no seu futuro e garantiu que Física é uma área com bastante empregabilidade, até porque a disciplina está “na base de tudo o que há no mundo, o Universo rege-se pelas leis da Física”. Ao jornal Feira Norte, a nogueirense explicou que um físico pode trabalhar em qualquer área: medicina, indústria, banca, ensino, investigação.
Catarina Cosme tem já o seu futuro bem definido: primeiro quer tornar-se física teórica e fazer um doutoramento numa universidade estrangeira, como Cambridge ou Princeton. Depois, a nogueirense gostaria, um dia, de trabalhar no Conseil Européen pour la Recherche Nucléaire (CERN), que é, como o descreveu, “o maior laboratório de investigação na área de Física de Partículas do mundo”.

Amigos: diversão para além do estudo
Até lá, Catarina Cosme sabe que ainda tem um longo caminho a percorrer, muito para aprender e para se maravilhar. No entanto, a jovem nunca se esquecerá do seu percurso no Colégio Liceal de Santa Maria de Lamas. “Adorei os oito anos que por lá passei”, afirmou. A nogueirense ainda acrescentou: “foi no colégio que conheci grandes amigos, que me mostram sempre o outro lado da vida, ou seja a diversão para além do estudo, e professores brilhantes, que me fascinaram com a sua maneira de pensar e explicar a matéria, sempre disponíveis para responder a eventuais perguntas extra-aula que colocasse”.
Para Catarina Cosme, este género de troféus já não representam novidade. Recorde-se que esta excelente jovem tinha sido galardoada com o prémio de melhor aluna do terceiro ciclo do ensino básico do Colégio Liceal de Lamas em 2006, ano em que foi também distinguida pelo Rotary Clube da Feira. Já no ano seguinte, a nogueirense foi novamente a melhor aluna do 10º ano.

sexta-feira, 2 de Outubro de 2009

Feira Norte | Edição nº 13 | 2 Out. 2009


segunda-feira, 10 de Agosto de 2009

FN | EDIÇÃO N.º 12 | 7 DE AGOSTO DE 2009

Opinião: Os bons exemplos...

Não faço ideia nenhuma onde param, o que fazem ou para onde foram as últimas gerações de pais, de avós, de professores e de mestras que, enquanto por cá andaram, «soaram as estopinhas» para nos educarem à semelhança da sua imagem, incutindo em nós os valores mais íntegros e, quase sempre, à vaze de muitos e bons exemplos!
Há quem acredite que foram para o paraíso… para o eterno descanso mas, e contrariando estes, há quem diga que foram fazer tijolo! Ora, não quero nem saber quem é que tem ou não tem razão e… será que alguém a tem? Não me parece! Então será possível que alguém possa descansar em paz fazendo tijolo? Acho pouco provável! No entanto, as dúvidas que provavelmente esse aspecto possa causar, não invalidam uma certeza efectiva, reconhe-cida e incontestável… a certeza de que os nossos antepassados se «viram negros» para nos conseguirem educar, porque sempre enfrentaram dificulda-des, porque sempre as houve em todas épocas mas, e apesar disso, o trabalho final foi e, ainda hoje é, salvo raras excepções, digno de figurar como o “topo de gama” em matéria de educação. Sem grandes meios mas muito imaginativos! Severos mas muito eficazes! Há quem critique os métodos mas não os resultados! Há quem diga que é passado mas os ensinamentos que nos transmitiram ainda superam os actuais! Então, em questões morais e cívicas, matéria fundamental para os nossos educadores de antanho, parece que hoje em dia não passam de valores menores e insignificantes a que ninguém mais dá a mínima importância.
Por exemplo: Ainda há dias, durante as comemorações do 18º. Aniversário da Elevação a Vila de S. Paio de Oleiros, tivemos um exemplo digno de ser seguido por muitas outras localidades! Era preciso celebrar o acontecimento e celebrou-se! Não havia muito dinheiro, fez-se com pouco! Não se podiam trazer artistas de fora, convocaram-se os da casa e não foi por isso que se deixou de fazer uma grande e animada festa…
suficientemente multifacetada, bem ao gosto da população oleirense! Agora se me disserem que Oleiros é uma terra pequena… é, de facto, mas aqui o que conta é o grande exemplo que deu! Pena é que as grandes localidades, as entidades que as lideram, os organismos que nos governam, etc. não lhe sigam o exemplo!... Em regra geral deviam ser sempre estes a dar o exemplo de boa gestão de recursos, de ideias e de custos mas, infelizmente, o que devia ser a “regra” é, quase sempre, apenas a “excepção”.
Reparem por exemplo a nível de estado! Acabamos de ouvir o sr. Presidente da Republica, a anunciar duas datas distintas para outros tantos actos eleitorais! Porquê? Somos assim tão ignorantes… tão incapazes de saber como preencher dois boletins de votos no mesmo dia e no mesmo local? Será que os políticos é que são incapazes de exprimirem os seus objectivos numa só campanha? Ou será que o país anda a «nadar» em tanto dinheiro que dá para desperdiçar inutilmente… por dá cá aquela palha?
São dúvidas a mais?! Talvez mas… uma certeza eu tenho: Os Oleirenses estão de parabéns, não só pelo 18º. Aniversário da Vila mas pela união que souberam granjear entre as associações locais! Já que os bons exemplos não vêm de quem tem a obrigação de os dar, bem-hajam aqueles que o conseguem... mesmo sendo pequeninos.

Henrique Sá Couto
Colaborador

Dia dedicado a Ferreira Soares

A 4 de Julho de 1942, Carlos Ferreira Soares foi assassinado. Amanhã, 67 anos após a sua morte, o médico dos pobres vai ser homenageado pela Junta de Freguesia de Nogueira da Regedoura, que inaugurará um monumento dedicado à sua pessoa. Armando Sousa e Silva apresentará um livro sobre a vida do Dr. Prata. Ambas as iniciativas contarão com a presença de Almeida Santos.
Amanhã, no dia em que se comemoram os 67 anos da morte de Carlos Ferreira Soares, Nogueira da Regedoura vai prestar uma homenagem pública ao homem que ficou conhecido como o médico dos pobres e que foi assassinado pela Polícia de Vigilância e Defesa do Estado (PVDE) na sua própria casa por ser um militante comunista e anti-facista. No entanto, o reconhecimento feito ao nogueirense que morreu no dia 4 de Julho de 1942 não se prende com os seus feitos partidários, mas sim por tudo que ele fez pelo desenvolvimento da vila que não o viu nascer, mas onde cresceu.
Além de ser recordado pelo médico que dava medicamentos à população pagos do seu próprio bolso, atitude que lhe granjeou a alcunha “médico dos pobres”, Ferreira Soares foi também um cidadão que lutou para melhorar as condições culturais dos seus conterrâneos, fundando, por exemplo, o Relâmpago Nogueirense ou o Ateneu Cultural e Social, onde muitos aprenderam a ler a escrever.
Foi essa dedicação a Nogueira da Regedoura que levou a Junta de Freguesia a fazer-lhe uma homenagem pública. Tal como explicou ao jornal Feira Norte o autarca Henrique Ferreira, até aqui o executivo tinha já colocado o nome Dr. Carlos Ferreira Soares a uma avenida e a uma praceta. No entanto, a sua história de vida levou a autarquia nogueirense a ir mais longe e a construir um monumento dedicado ao médico dos pobres, também conhecido por Dr. Prata.
Depois de ter tomado a decisão, a Junta de Freguesia lançou um concurso de ideia para a concepção do projecto e Jorge Oliveira ficou responsável de elaborar a infra-estrutura final. Da localização originalmente pensada, em frente ao cemitério, no início da Rua da Portela, o monumento passou, devido às dificuldades que geraria em termos de trânsito, para a Rua das Flores, mesmo ao lado da sede da autarquia. Além de ficar situado na rua onde Ferreira Soares viveu, o chefe do executivo explicou que os terrenos onde está situado o monumento pertenceram à quinta do pai do médico e, por isso, o local era perfeito devido “ao valor simbólico”.

Monumento inaugurado
A inauguração do monumento, marcada para as 11h30, será um dos momentos mais importantes do dia que a freguesia dedica a Ferreira Soares. O programa oficial começa às 11h00 com a concentração na entrada poente do arraial da vila, onde os presentes receberão o antigo presidente da Assembleia da República, António Almeida Santos.
Do arraial, a comitiva seguirá para o cemitério, onde Almeida Santos e José Mota, presidente da Câmara Municipal de Espinho, depositarão uma coroa de flores na campa de flores do médico. No local, Armando Sousa e Silva explicará o significado da japoneira, árvore sob a qual Carlos Ferreira Soares foi enterrado, e será lido um poema da autoria de Manuel Alegre. A pé, os presentes vão deslocar-se até a casa onde o médico foi assassinado, na Rua das Flores.
Depois, decorrerá a inauguração do monumento, constituído por sete paralelepípedos em pedra granítica de diferentes tamanhos, sendo que a mais pequena tem gravada a data de 1936 e a maior 1942. Segundo Henrique Ferreira, a escolha do granito representa “a frieza, o monolitismo e o pensamento único do regime de Salazar”. Já as datas significam “os anos que foi perseguido e a intensidade gradual da perseguição”. No cimo das pedras, ficarão 11 barões de aço, completados por mais três que ficarão junto ao busto do médico dos pobres e que representam, no total, “os 14 tiros que ele levou”. No centro dos sete paralelepípedos que formam um semi-círculo, estará uma japoneira. O seu busto terá uma gravação de um poema da autoria de Nunes Clares, no qual o médico se revia. A inauguração estará a cargo de Almeida Santos e de Alfredo Henriques, presidente da Câmara Municipal da Feira. O monumento terá um custo de 70 mil euros, dos quais 30 mil serão suportados pela autarquia feirense.
Seguir-se-á uma sessão solene na Junta de Freguesia, para a qual está reservado outro dos momentos importantes da manhã, a apresentação do livro de Armando Sousa e Silva, intitulado “Vítimas de Salazar. Carlos Ferreira Soares. Anatomia de um Crime”.

Livro prefaciado por Mário Soares
Há uns anos, aquando da realização da monografia sobre Nogueira da Regedoura que escreveu em conjunto com o seu pai, Armando Sousa e Silva dedicou um capítulo da obra a Carlos Ferreira Soares, já que esse assunto era “incontornável”. “Ele está umbilicalmente ligado a Nogueira, embora não tenha nascido cá. Ao contrário do que algumas pessoas pensam, ele não deu só remédios pagos do seu bolso aos pobres. Ferreira Soares foi etnógrafo, poeta, escritor, humanista, fundou o Ateneu Recreativo e Social que ajudou muita gente a saber ler e escrever... Fez quase tudo o que havia a fazer na terra naquele tempo”, explicou ao Feira Norte.
Depois da monografia, o nogueirense ficou com curiosidade e começou a investigar o médico. A primeira parte da investigação passou por reunir e estudar documentos dele ou sobre ele. “Fiz uma colecção de 353 documentos sobre Carlos Ferreira Soares, que incluem manuscritos, cartas dele e da família e para ao bispo do Porto, relatórios de autópsia, acórdãos de tribunal, jornais da época”. Aliás, desse conjunto, revelou, 67 foram incluídos no livro por terem interesse histórico. Depois, o professor dedicou-se a ouvir as pessoas que viveram na altura e conviveram com o médico, até porque essa “é a melhor garantia de estarmos a falar com uma testemunha credível”.
Já numa certa fase da investigação, o presidente da Junta de Freguesia teve conhecimento de que Armando Sousa e Silva estava a reunir essas informações e, pensando já na homenagem que vai decorrer amanhã, convidou-o para escrever um livro sobre o médico dos pobres. O convite foi aceite e o nogueirense começou a trabalhar na obra, que é constituída por duas partes: uma com os documentos e testemunhos recolhidos e outra com o resumo do último dia de vida de Ferreira Soares. Segundo o autor, “a única parte onde pode haver ficção é ai, já que tentei que, na última manhã do médico, houvesse um flash memorial de tudo o que foi a vida dele e do que eu sabia dele”.
Entretanto e depois do livro pronto, Armando Sousa e Silva conseguiu que a obra tivesse o prefácio de Mário Soares. “Um dia, fui a Lisboa e desloquei-me à Fundação Mário Soares, ele estava lá, viu o livro debaixo do meu braço, perguntou se podia ler, gostou e prefaciou-o”, recordou. E acrescentou: “nunca contaria com algo assim destas. O prefácio é singelo, objectivo, curto, mas com um grande significado para mim”.

Romagem ao cemitério
Entretanto, também o Partido Comunista Português vai fazer uma romagem à campa de Carlos Ferreira Soares, que está sepultado no cemitério de Nogueira da Regedoura. Amanhã, pelas 16h00, o PCP faz uma homenagem ao médico do povo, lutador antifascista e militante comunista, assassinado em 1942. A iniciativa terá a participação de Margarida Tengarrinha.
Lília Marques

Tentou agredir jovem com faca

Também na segunda-feira à noite, um homem de 31 anos, natural de Lisboa, acabou detido após ter tentado agredir com uma faca um jovem que estava na sua habitação, na Rua do Fial, em S. Paio de Oleiros. De acordo com uma notícia publicada no Correio da Manhã, tudo se passou por volta das 22h30. Os ciumes e a revolta pelo final do namoro estarão na origem do seu comportamento.
O indivíduo terá batido à porta da casa onde se encontrava a sua ex-namorada e que pertence aos pais do seu actual namorado, tendo começado a discutir com eles. No meio da discussão e com os ânimos exaltados, o detido puxou de uma faca e começou a ameaçar de morte o jovem.
Entretanto, a GNR de Santa Maria de Lamas, chamada pelos pais do jovem, chegou ao local e deteve o indivíduo antes que alguém ficasse ferido. O detido foi presente a tribunal na terça-feira, tendo sido decidida como medida de coação as apresentações regulares no hospital para receber medicação. Aliás, segundo o jornal diário, o individuo deverá sofrer de problemas psíquicos.

Populares espancam assaltante

Na passada segunda-feira, a Drogaria Falcão foi alvo de um assalto. Dois encapuzados entraram no estabelecimento comercial e exigiram o dinheiro da caixa registadora. Depois de se aperceberem que a pistola era de alarme, as vítimas começaram a persegui-los. Um deles acabou atropelado e agredido pelos populares.
A passada segunda-feira parecia ser mais um dia normal, mas o final da tarde em S. Paio de Oleiros acabou por fugir à rotina diária e acabar em sobressalto e pânico. Tudo começou por volta das 18h00 quando dois homens encapuzados entraram na Drogaria Falcão, onde estavam meia dúzia de clientes e os funcionários. Ao entrarem pela porta, os indivíduos, um empunhando uma pistola e outro munido de uma faca que, mais tarde, se veio a verificar ser falsa, dispararam e mandaram todos os que estavam lá dentro deitarem-se no chão.
Entretanto e depois de terem atingido um dos clientes com uma coronada, os criminosos exigiram a retirada de todo o dinheiro que estava na caixa do estabelecimento e, que segundo o Jornal de Notícias, rondaria os 1500 euros. Aos clientes, os homens pediram que colocassem as chaves dos automóveis e as carteiras em cima do balcão e esmagaram com os pés os telemóveis.
Terá sido nessa altura que os dois assaltantes se terão posto em fuga, até porque, segundo o que o Feira Norte conseguiu apurar no local, entretanto alguém que estava dentro da loja ter-se-á apercebido que a arma utilizada para os disparos era uma pistola de alarme. Já sem medo, o grupo começou a perseguição aos ladrões.

GNR evita linchamento
Já no exterior do estabelecimento comercial, os indivíduos correram em direcção à Estrada Nacional 1-14, onde um deles tentou assaltar um automóvel a uma senhora, ameaçando-a com uma chave de um outro carro encostada ao pescoço. No entanto, a tentativa de roubo acabou por não ser bem sucedida. Segundo contaram algumas testemunhas no local, o homem acabaria por ser atropelado por outra viatura, caindo ao chão. As mesmas fontes explicaram que foi nessa altura que os populares que os perseguiam o apanharam e fizeram justiça com as suas próprias mãos, dando-lhe uma grande sova. As pessoas só acalmaram quando a GNR de Santa Maria de Lamas chegou ao local.
O outro indivíduo, que levava consigo o dinheiro, conseguiu escapar e escondeu-se na mata junto ao cruzamento do Côta. No entanto, acabaria por ser detido alguns minutos depois pelos elementos policiais, que conseguiram recuperar umas luvas e uma das armas. As forças de segurança estiveram ainda durante algum tempo a vasculhar a área para tentar encontrar o dinheiro roubado, mas tal não foi possível.
Embora os relatos das testemunhas falem só de dois indivíduos, fontes policiais revelaram existir ainda um terceiro homem envolvido, provavel-mente que terá ficado fora do estabelecimento comercial, e que se pôs também em fuga.
Ambos os detidos são naturais de Santa Maria da Feira, mas residem fora do concelho, um em Espinho e o outro no Porto. O assaltante agredido pela população, a senhora a quem tentaram roubar o automóvel e o cliente que levou uma coronada foram assistidos no Hospital S. Sebastião. Por ter sido utilizada uma arma de fogo, a Polícia Judiciária esteve no local.

Lília Marques

sexta-feira, 3 de Julho de 2009

Feira Norte | Edição nº 11 | 3 de Julho de 2009